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A inovação biotecnológica está a ganhar escala na indústria alimentar, com soluções mais sustentáveis, eficientes e orientadas para a saúde.

A inovação biotecnológica está a ganhar escala na indústria alimentar, com soluções mais sustentáveis, eficientes e orientadas para a saúde. É neste contexto que surge o projeto PureBio, cofinanciado pelo COMPETE 2030.
Biotecnologia ao serviço da saúde e do bem-estar
O PureBio pretende produzir suplementos alimentares de alta qualidade com base em ingredientes puros. Para isso, recorre à fermentação de precisão, ao desenho computacional racional e à Inteligência Artificial.
Segundo Simão Soares, CEO da SilicoLife, “o projeto PureBio pretende produzir suplementos alimentares de alta qualidade com base em ingredientes puros que promovam a saúde e o bem-estar dos consumidores”.
A iniciativa insere-se numa estratégia clara de inovação industrial. O objetivo passa por desenvolver, otimizar e validar processos biotecnológicos avançados, capazes de gerar ingredientes de elevado valor acrescentado.
Uma resposta às limitações dos métodos tradicionais
Atualmente, a indústria de suplementos enfrenta desafios relevantes. A extração convencional de compostos de plantas e animais apresenta limitações de pureza e sustentabilidade.
Por isso, o PureBio propõe uma alternativa disruptiva. Através da biologia sintética e da fermentação avançada, o projeto pretende ultrapassar as restrições dos processos tradicionais.
“O PureBio enquadra-se numa estratégia de investigação, desenvolvimento e inovação orientada para a valorização económica do conhecimento”, sublinha Simão Soares.
Tecnologia, mercado e escala industrial
O mercado global de suplementos alimentares ultrapassa os 150 mil milhões de euros. Além disso, cresce a uma taxa anual próxima dos 8,5%.
Ao longo de 24 meses, a SilicoLife irá avaliar cerca de 50 compostos de interesse. Em paralelo, desenvolverá dezenas de novas abordagens biológicas para produção eficiente.
O projeto prevê ainda a validação inicial de processos de scale-up para uns compostos-chave. Este passo é decisivo para aproximar a investigação da aplicação industrial.
Conhecimento científico com impacto económico
O PureBio assenta numa equipa técnica altamente qualificada, maioritariamente com doutoramento. Integra competências em biotecnologia, biologia sintética, modelação computacional e regulamentação.
“O apoio do COMPETE 2030 revelou-se determinante”, afirma o CEO da SilicoLife, ao permitir reforçar atividades de I&D de elevado risco tecnológico.
Com este projeto, a empresa pretende expandir o seu portefólio de propriedade intelectual. Simultaneamente, procura reforçar parcerias e acelerar a entrada no mercado.
Assim, o PureBio posiciona Portugal na linha da frente da inovação em biotecnologia industrial. E contribui para uma bioeconomia mais competitiva, sustentável e orientada para o futuro.
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20 de Janeiro 2026
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