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Micélio ganha força na nova geração de alimentos funcionais 

Conheça a operação Myco2Feed, cofinanciada pelo COMPETE 2030, que abre novas oportunidades no setor alimentar. 

3 de Fevereiro 2026 | Notícias

Uma solução biotecnológica portuguesa aposta em ingredientes alternativos de elevado valor nutricional e menor impacto ambiental. O projeto Myco2Feed, cofinanciado pelo COMPETE 2030, abre novas oportunidades no setor alimentar. 

Biotecnologia ao serviço da nutrição 

O Myco2Feed nasce para responder a desafios globais da nutrição e da sustentabilidade. O objetivo é claro. Criar ingredientes inovadores e nutritivos para novas matrizes alimentares. 

Para isso, a equipa trabalha no isolamento e avaliação de estruturas fúngicas com potencial alimentar. Em paralelo, otimiza processos laboratoriais e industriais. Assim, acelera a produção em escala. 

Além disso, o projeto aposta em tecnologias diferenciadoras de biotecnologia microbiana. Consequentemente, abre caminho a uma nova área de negócio de base científica. 

Segundo Andreia Afonso, sócia-fundadora da DEIFIL e Diretora de IDI, “o projecto Myco2Feed teve como objetivo inovar o sector alimentar através da produção de micélio comestível”. 

Ciência multidisciplinar com aplicação prática 

O projeto combina várias áreas de conhecimento. Integra microbiologia, ciência alimentar e engenharia de processos. Desta forma, garante uma abordagem completa e aplicada. 

Por um lado, as equipas estudam e otimizam métodos de produção. Por outro, analisam compatibilidade química e bioativa para uso alimentar. Simultaneamente, testam estabilidade face a métodos de conservação. 

Todos os parâmetros são controlados ao longo da cadeia produtiva. Assim, asseguram qualidade e consistência do produto final. 

Andreia Afonso sublinha que se trata de “uma solução diferenciadora, natural e biológica, com elevado valor nutricional, concebida de forma sustentável”. 

Do laboratório ao mercado 

O apoio do COMPETE 2030 teve um papel decisivo. Permitiu executar atividades intensivas de investigação e desenvolvimento. Viabilizou também testes avançados e otimização industrial. 

Como refere a responsável, “o apoio do programa COMPETE 2030 foi determinante para a concretização deste projecto”. 

As atividades incluíram análises nutricionais, químicas, bioativas e toxicológicas. Incluíram ainda a otimização de processos para produção em larga escala. 

Ingredientes versáteis para novos produtos 

Os resultados revelam forte potencial de aplicação. Estes ingredientes podem enriquecer produtos alimentares diversos. Podem também integrar soluções prontas a consumir. 

Andreia Afonso destaca que “a sua aplicação pode abranger desde produtos prontos a consumir até soluções mais elaboradas”. 

Além disso, a versatilidade tecnológica permite adaptar soluções a diferentes perfis de consumidor. Responde também a tendências de alimentação saudável e sustentável. 

A DEIFIL, pioneira em biotecnologia vegetal em Portugal, reforça assim o seu posicionamento inovador. E, ao mesmo tempo, contribui para um sistema alimentar mais eficiente e responsável. 

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