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Cofinanciada pelo COMPETE 2030, esta operação aposta numa embalagem inteligente que ajuda as famílias a gerir melhor os alimentos.

A inovação tecnológica está a ganhar um novo papel no combate ao desperdício alimentar. A operação SmartTech, cofinanciada pelo COMPETE 2030, aposta numa embalagem inteligente que ajuda as famílias a gerir melhor os alimentos.
Uma resposta tecnológica a um problema estrutural
O desperdício alimentar continua a ter um forte impacto económico, social e ambiental. Na União Europeia, perdem-se anualmente mais de 58 milhões de toneladas de alimentos. Grande parte ocorre nas casas das famílias.
Perante este cenário, o projeto SmartTech surge com uma abordagem inovadora. Liderada pela Plásticos Futura, a operação visa desenvolver uma embalagem equipada com sensores capazes de quantificar o volume dos alimentos no seu interior.
Segundo Bruno Carvalho, Associate da empresa, “o projeto visa o desenvolvimento de uma embalagem inteligente equipada com sensores capazes de quantificar o volume interno ocupado”.
Sensores, dados e decisões mais informadas
A solução permite aos utilizadores saber, em qualquer momento, a quantidade de alimentos disponível. A informação é acedida através de uma aplicação digital simples e intuitiva.
Além disso, a app envia notificações sobre a validade estimada dos produtos. Assim, reduz-se o risco de esquecimento e deterioração dos alimentos armazenados.
De acordo com Bruno Carvalho, este investimento representa “uma abordagem inovadora e multidisciplinar”, ao integrar sensores tailor-made, moldes adaptados e uma aplicação de monitorização.
Inovação pensada para chegar ao mercado
O SmartTech não se limita ao desenvolvimento do conceito. O projeto inclui, desde início, os meios necessários para o scale-up industrial da solução.
Estão previstas quatro grandes linhas de investigação. Estas abrangem o desenvolvimento do sensor, do molde para integração eletrónica, da aplicação digital e dos processos produtivos.
“O apoio do COMPETE 2030 foi determinante para viabilizar este projeto”, sublinha Bruno Carvalho. Segundo o responsável, o financiamento permitiu ultrapassar desafios técnicos e legais relevantes.
Um consórcio que cobre toda a cadeia de valor
O projeto reúne cinco entidades copromotoras e uma entidade do sistema científico e tecnológico. O consórcio cobre toda a cadeia de valor da solução.
A Plásticos Futura lidera a operação. O CeNTI assume a coordenação científica e valida os avanços técnicos. A TCC contribui com o desenvolvimento de moldes de precisão.
A Atronia desenvolve a componente eletrónica. Já a Yesols apoia a estratégia de comercialização e divulgação.
Esta colaboração permite acelerar a inovação. E posiciona a Plásticos Futura num novo patamar competitivo. Como refere Bruno Carvalho, o projeto “abre portas para competir em mercados internacionais com produtos diferenciadores e tecnologicamente avançados”.
Assim, o SmartTech afirma-se como um exemplo claro de como a inovação apoiada pelo COMPETE 2030 pode gerar impacto real na economia e na sociedade.
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20 de Janeiro 2026
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